Ao menos quatro fugitivas dos ataques de 8 de Janeiro foram presas ao tentar entrar ilegalmente nos EUA. As foragidas “aguardam a expulsão para seus países de origem.
Enquanto isso, no último domingo (16), a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi palco de uma manifestação organizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que buscava apoio para uma lei de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. O evento, que almejava reunir um milhão de pessoas, contou com a presença de aproximadamente 18 mil participantes, segundo levantamento do Monitor do Debate Público do Meio Digital, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).
Bolsonaro, atualmente inelegível até 2030 e enfrentando acusações de tentativa de golpe de Estado, discursou para os presentes afirmando que “eleições sem Bolsonaro seriam negar a democracia” e que, mesmo preso ou morto, continuaria sendo um problema para seus adversários.
A manifestação também contou com a presença de figuras políticas de destaque, como os governadores Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Tarcísio de Freitas (São Paulo), Jorginho Mello (Santa Catarina) e Mauro Mendes (Mato Grosso), além de parlamentares e líderes religiosos.
De volta aos Estados Unidos, o presidente Donald Trump, que havia prometido anistiar os envolvidos na invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, cumpriu sua promessa ao conceder perdão presidencial a mais de 1.500 pessoas indiciadas pelos ataques, desde que não tivessem cometido atos de violência.
A decisão de Trump gerou expectativas entre os apoiadores de Bolsonaro, que veem na medida um precedente para a concessão de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro no Brasil. No entanto, a baixa adesão à manifestação em Copacabana e a falta de apoio significativo no Congresso Nacional indicam que a aprovação de uma lei de anistia enfrenta desafios consideráveis.
Além disso, a opinião pública brasileira tem se mostrado contrária à concessão de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, reforçando a necessidade de responsabilização e punição dos culpados para a manutenção da democracia no país.
Em suma, apesar dos esforços de Bolsonaro e seus aliados, a perspectiva de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro enfrenta resistência tanto na esfera política quanto na sociedade brasileira, diferentemente do cenário observado nos Estados Unidos com a decisão de Trump.

Imagem: Reprodução/STF/Instagram/Arquivo Pessoal/Uol