“Quem mexeu no meu dólar?” – Por que o preço não desce e quem realmente manda nessa história

Você já olhou para a cotação do dólar e pensou: “Mas o que será que o Banco Central anda fazendo?” Pois é, muita gente coloca a culpa no BC como se fosse um botão de volume que só precisa ser ajustado. Mas a verdade é que, em boa parte, quem manda mesmo é o tal DXY, aquele índice americano que regula o valor do dólar contra outras moedas e tem mais poder sobre o dólar do que qualquer um aqui.

1. O que é o tal do DXY?
DXY parece nome de remédio ou de abreviação de aeroporto, mas é bem mais chato: é o índice que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes (como o euro, o iene e a libra). Quando o dólar está superforte no DXY, ele fica mais caro para o mundo todo, e não é algo que a gente possa mexer. É como se o dólar tivesse tomado anabolizante lá nos EUA e ficasse bombadão enquanto as outras moedas tentam acompanhar.

2. Autonomia do Banco Central: botões, semáforos e a lei da gravidade
Agora que o BC é independente, ele até pode tentar dar um empurrãozinho, mas é como usar um ventilador para segurar um furacão. Na prática, o Banco Central pode ajustar os juros, tentar esfriar a economia, mas ele não tem como segurar a força do dólar sozinho – e, cá entre nós, ninguém quer que ele fique ‘brincando de mercado’ à toa. Afinal, o BC trabalha com ferramentas limitadas, e nenhuma delas é um passe de mágica.

3. Outros fatores além do DXY
Ah, e não podemos esquecer que o mundo lá fora também não colabora. A economia global está sempre cheia de novidades, do tipo que adoramos odiar: crises bancárias, alta nos preços do petróleo, e as tensões geopolíticas que pipocam. Qualquer uma dessas pode fazer o dólar disparar, e o Banco Central daqui fica praticamente com o papel de figurante.

4. O que isso significa para o nosso bolso?
Por mais que a gente tente torcer contra a alta do dólar, a inflação tende a subir e, infelizmente, os preços dos importados também, desde aquele celular até os alimentos importados. Mas lembre-se: culpar o Banco Central é mais ou menos como culpar o síndico do prédio pelo trânsito na cidade. Ele faz o que pode, mas tem limite.

Conclusão:
No final das contas, o preço do dólar é uma daquelas coisas que escapam do controle local, e o máximo que podemos fazer é ajustar as velas e esperar que o vento mude. Afinal, o Banco Central é autônomo, mas o DXY manda no pedaço – e, para mudar isso, precisaríamos de uma ginástica política e econômica internacional que nem dá para imaginar.

https://exame.com/invest/mercados/euro-segue-pressionado-ruma-a-paridade-com-dolar-apesar-de-bce/

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